ao mr. robot

Whiterose tem a vantagem de crer
Depois dos nomes ruírem
Restarão suas nódoas fluidas (seus saberes)
E que antes dos nomes sentimos
Tantos dados iguais, caindo
Jogados, de ninguém, para todos
Mas Whiterose nos chama
a ver: nos fins, e só nos fins
far-se-ão valer os meios
meios que se meios saberão
do nome meio a nódoa: liga
entre a lonjura do tom
e o trom sem desconsolo
pórtico e charrua, casa e armadura
marcha em cosmo são
fértil chão, convidativo

Elliot prevalece porque ajusta
À par com a cova da sombra e a deleção
Da falta pressa sobra e da demora
Partos sonhados a fundo
Que é fio — vívido da história
Quando há ruído neste aquém
(pense em olhos numa face)
Há fluxo sem deleite
Capital dolente e massa
De manobra
Mas Elliot forte arbitra
Um por um dos fortes sem canto
Porque chaves vão trancadas
Se são ondas as fendas os vasos que transbordam
Servem mais quando merecem

Por que você não porta o que suporta com postura
Por que suas costas curvas, os milhos brancos, os sisos crus
Botas frágeis e essa falta
De milongas toantes a crer
Que migalhas contam se todos
Sabiam o que era, o que não era
Com a queda do muro de berlim zanzaremos a valer
Entre os mastros sem bandeira li aqui
Que antes da escrita eram poemas
As leis bem como as cartas de amor você sabia
Quantos caramujos cabem no rápido dilema de um nome?
Números encontram nomes
Eles casam, a lua-de-mel numa brecha
Entre a hora d’alva o lábio e o meio-dia
Mas o menino ajoelhado num imerso sagrado
Tem na mão direta as chaves
Na esquerda a vontade arqueada
E a ignorância da pipoca-doce

Comments are closed.

Post Navigation