Lygia Maria, LM, narradora principal da Epístola Canária, tem saudade do marido Paulo e dos filhos Janaína e Afonso. Depois de resfriada, incompreensível disposição da qual em volição erguem-se raras rememorações enigmática caras à biografia íntima do núcleo familiar, a professora cujo voo em direção à livre-docência em Lyon é desviado à rapsódia encantada numa terra cheia de mistérios e belezas, LM mistura à própria digressão acadêmica sobre a desinflação do Renascimento o livro-tese do marido, trabalho pelo qual ficou famoso na inteligência há vinte anos. Paulo sofre entretanto pressões inéditas, sozinho quando os filhos crescem e o abandonam e a esposa demora a regressar, para compor, em novo livro, a atualização de sua teoria estética aplicada à atualidade da arte brasileira. Lemos, assim, livros diversos dentro de um livro montado a partir de correspondências.

Quando conheci, desencantada com a referenciação matricial e gélida reprodução taxonômica dos laboratórios de biologia, meu marido, ele há muito ruminava seu célebre estudo sobre a atualidade de Wassily Kandinsky. Atualidade da obra pictórica, mas também da compreensão teórica do proceder artístico. De sua postura politicamente lúcida tanto na Alemanha pré-terceiro Reich quanto na União Soviética comunista. Da cooperação de Kandinsky na Balhaus e de seu voluntarismo como guia e formador aos pretendentes à difícil jornada do artista. Da atualidade de Kandinsky como filósofo e poeta de quem acentuada noção histórica da arte, bem como de sua acentuada noção expositiva e capacidade relacional, legariam ao interesse coletivo obras de rara penetração como Do Espiritual na Arte. Paulo com lupas e introspecção faz-se das telas de Kandinsky íntimo a ponto de mais de uma vez eu acordar de um cochilo para flagrar o homem a conversar com as cores.

Cinco páginas depois, à 266,

Ademais, aonde iríamos, se da quitinete sequer saímos, indignos em penugens, puídos algodõezinhos? Aos versos, sempre aos versos, códigos herméticos, duros, curvos, borrachentos, pândegos, deitados, extorsivos os dois pontos no tapete vinho tinto e abatido, ébrios revogados pelas páginas cálices holofotes, páginas ópios amarras, páginas álcoois claustros às quais rolávamos felinos pandas, abutres hamsteres, desmoronados perdedores da campal batalha às letras sossegadas, doces doravante negras maldições.

Páginas choviam nos raros suores e comuns vintános vivos livres priscos de pudores guarda-chuvas, dissabores sem folias livres, querendo porque querendo augúrios divinais das dobras prenhes, saltos largos estelares, pontes cadentes logrando sem satisfazer a urbanidade a tez sintética, o horror do ocaso à tona à torre ao queijo, rodelas de cebola e dedos chupando. De sorte que por vias digressei, sem romas avistar, nem tenerifes.

As falas do particular e do universal em conluio é motivo composicional de um livro que toca os anseios do empreendedorismo (a filha é padeira autoral e o filho é motorista da 99 táxis) e do cultivo filosófico em harmônico, ainda que colorido mosaico de cimento.

À página 279, exibe-se o calor da pesquisa:

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Lançamento: Epístola Canária

Está em nossa loja Epístola Canária.

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Leia abaixo o capítulo 13 do romance:

Sou Lygia e renovo os dias nos passos de arranjo, a virtude de um raiar em corpo mesmo, corpo novo, todos os dias novo e espaço incrédulo, saga interior de uns filamentos de sentires e novelos da traição original. Recomeço, novos termos, pacificação tabulada dos fluxos, vértices noticiosos dos sulcos descendentes. Na planície, reencontro a vila. Ela vibra às margens do Rio Azul. Os homens às lavradas e oficinas, mulheres em círculos, mulheres às lavradas e às oficinas, homens tragando do tempo uns contrastes. As crianças repercutem a fala ansiosa dos jogos.

Cedo acordei e ao chão do quarto dei conta de um filho de Eugênia. Dormia ou recolhia-se em murmúrio interior. Federico. Logo se preparava para a caça. Sem lençol, trajava brim verde, algodão bege, mochila quadrada e ferramenta tubular de escavação e sucção. Sorriu Federico. Apertava e afrouxava o cinto. Se extraviaram suas bagagens, diz, deves escrever à companhia. Conheceste o posto? Federico pensou: se escrevo à Pakallollo Airmonde e reclamo meus direitos, crio um álibi para combater as picuinhas da bolsa da livre-docência.

* * *

Varrendo à soleira, Emília para um pouco, lança a boina para cima, varre com a boina encaixada na pira de uma jaqueira. Veste capa de chuva velha sobre o lençol. Bate botas de borracha branca. À lousa, raspo:

Sou vítima da fortuna lamentável
Do voo 775 da Pakallollo Airmonde
Não bastasse a nave quicar
Em Tenerife e cair encaixada
Depois de rodopiar, num banco de areia
Minhas malas sumiram
Onde estão minhas malas
Duas malas grandes e negras
Fitas vermelhas à manopla
Abrigam material sensível
Das letras brasileiras e estrangeiras
Exijo pois presteza no buscar
Sóbria reportagem do paradeiro
Da bagagem: única: insubstituível

Emília some atrás da cortina estampada. Volta com dois dedos pressionando a têmpora. Seus entes fizeram escrever coisas bonitas, vulgares, detalhes verossímeis mas desimportantes. Filtrei alguns trechos, veja se acha bom. Como vão vossos pés? Soubeste que Eugênia é uma casa? Vestiste sozinha como Emília os lençóis? Logo farás sandálias que são elas, as de plecas, tua sã cidadania. O que guardam para ti as bandas de lá do vale?

Quem do barro é pulso e carta
Lacrada na cera canto
Hélice debruada no sol
Calor, feitiço aro e sorvo
Libra de rádio decente
Cúspide escada fremente
Laivo cão, felino esforço
Cosme rastilho sem áspide
Voga Damião sem repente
Rente dum Cosme sem rafa
Tato yá Doum sá y semente

— — —
Poema de Samba de Pombo, livro a sair pela Touro logo mais.

Três lançamentos

É com alegria que oferecemos três novos livros ao público.

O romance Cinco nomes brasileiros, a coletânea Poemas 2009 – 2016, e o álbum Praha: tentativas quando finda a língua.

Os produtos estão à venda na LOJA.
Entrega-se via Correios para todo o Brasil com frete incluso.

Leia a seguir quatro páginas de Cinco nomes brasileiros:

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Cinco nomes brasileiros – estudo de capa

Das 129.854 palavras após a primeira revisão, restaram 120.120 após a segunda. Deslumbres vis, cacoetes, repetições, gralhas, digressões nauseantes e primarismos sintáticos foram sanados. Confusões voluntárias e sentenças e parágrafos demasiado longos, atenuados até onde permite a autocrítica do editor de si. O autor está satisfeito com o terceiro tratamento. Por isso, vestiu-se de desenhista e arriscou uma capa. A novidade, em comparação com a do livro anterior (Da família – um longo ensaio imaginativo), é a presença de orelhas. Nela, o publisher pediu ao crítico um resumo abonador, desde que sincero e elegante.

Cinco nomes brasileiros – atualização

Na foto, o volume à esquerda é o manuscrito original. Ao lado, a impressão da primeira revisão. Usei dezoito dias na releitura, consultando as fontes da pesquisa e apoio (livros de papel, eletrônicos, páginas na internet, sonhos lúcidos e podas na imaginação, voz alta, escuta atenta, conselhos e amenas memórias). O livro foi de 132.906 a 129.854 palavras. O volume entregue ao escritório de direitos autorais da Biblioteca Nacional tem 411 páginas.

Deixarei o segundo tratamento decantar perto de duas semanas, e então partirei para outra revisão. Se a primeira revisão quer dar ao texto a limpeza grossa, por coesão e fluidez contra redundâncias, lacunas involuntárias e confusão, a segunda vai além. Mais que legibilidade, quer do autor burilar o estilo.

Parágrafos com frases musicalmente firmes no ritmo e na melodia pedem perra sujeição aos dicionários, pelo amor de umas mais belas clarezas. É o caso, no romance, dizer não apenas, mas com graça sugestiva dizer, e sedução e aderência. A escola, sem novidades, são e serão os romances que lhe caiam bem.

Um parágrafo de Húmus, do português Raul Brandão, por exemplo de estilo elegante, capaz de atravessar os tempos:

Passa no mundo a estranha ventania: é a morte que custa a separar da vida. O rasto que fica atrás, a perspectiva que fica adiante foi cortada. A morte está aqui dum lado, está do outro a vida. Tinha raízes enormes: arrancaram-lhe de vez. Agora atrevo-me a tudo. O turbilhão colérico abala o mundo, ouro e negro, esplêndido e feroz. Desenraíza tudo. As almas acordam num sobressalto, e não há homem que se não ponha à escuta. Passa no mundo a doida ventania das nossas aspirações secretas, das nossas dúvidas, dos nossos desesperos. É uma voz – são muitas vozes. É um grito – são muitos gritos. – É o grito contido há milhares de anos, o grito dos mortos libertos.

Cinco nomes brasileiros é o título, estreia deste autor no romance. As ações são centradas nos anos de 1622, 1722, 1822, 1922 e 2022. Os protagonistas são respectivamente um menino quilombola, um guarani convertido, d. Pedro I, um médico paulista e um professor gamer. Logo mais notícias.

Tem em torno de 133 mil palavras o primeiro rascunho de Cinco Nomes Brasieiros, livro na ordem do dia desta oficina. Amanhã começo a divertida auditoria delas todas. Usei palavras demais? Palavras ruins? Faltou palavra? A coisa acontece no papel, leitura atenta anotada a caneta, dicionários e internet à mão. Em seguida, vai ao PC.

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Farei, em eventuais postagens, risos sobre curiosidades catadas no processo.

Se você ainda não leu meu livro anterior, deixe de onda e adquira um exemplar na loja.

Da família é, considerando o renascimento da Touro Bengala em 2017, o TB001. Cinco Nomes será o TB003. Entre eles está Praha, engraçado e breve. Depois deles e de uma novíssima mudinha, Poemas 2009–2016, relançamento dos primeiros passos do poeta. Ambos montados mas na fila da viabilização. Mais detalhes aqui.

Promoção de Carnaval

Leitores!

Na página abaixo, número 230 da primeira edição do livro Da família, um longo ensaio imaginativo, há um curioso enigma na forma de poema. Diz o autor:

Não é bem um enigma na forma de poema, posto ser natural, do poema, uma sua feição enigmática. Mas sim que aludem, as cinco estrofes, a cinco personagens femininos da mitologia grega, das mais famosas, portanto rapidamente vislumbradas por quem nutre-se de elegância. Contudo, o que poderia acabar aí, complica-se. Quem lê o livro e tenta associar as personagens aos cinco arquétipos de Mãe trabalhados no capítulo dois do livro (Mãe Gaia, Mãe África, Mãe Bahia, Mãe Paulista, Mãe Magia), entende que, no poema, acertando-se a relação mãe arquetípica – personagem mitológico, dá-se não na ordem direta das seções de um a cinco, mas numa sorte de baralhamento, um outro jogo-texto e, em si, outro poema-enigma, assim significativo.

Eis no que consiste, o concurso cultural imaginativo: o primeiro leitor que encaminhar a correta atribuição das personagens da mitologia grega às estrofes do poema ao e-mail casa@tourobengala ganha um exemplar do livro, livre de qualquer custo.

Boa pesquisa!

FRNKNSTN

Só há pouco fui ler Frankenstein. Encantado com passagens do lirismo depurado da Sra. Shelley, passei a recortá-las (de um original barato), como quem colecionasse versos soltos.

Fui guardando as linhas na ordem da leitura.

Terminado o livro, fiz da prosa picotada um poema colagem. Ficou assim:

• • •

Em seguida, e sempre a ouvir concertos para violino do repertório sinfônico romântico, dediquei-me à traduzir o poema recém-montado.

‘DA FAMÍLIA: UM LONGO ENSAIO IMAGINATIVO’ em pré-venda por R$ 40,90 :: update: fim da pré-venda

Nosso principal lançamento de 2017, o livro Da família: um longo ensaio imaginativo, de Guilherme Coube de Carvalho, está em pré-venda pelo preço promocional de R$ 40,90.

Reserve seu exemplar autografado e receba-o em casa, com frete grátis, a partir de 18/12.

O livro é um romance de formação com vinte personagens multifacetados, e a prosa se aproxima da tradição do ensaio familiar brasileiro. Há, além de trechos gostosos de autoficção, dramaturgia e ficção científica, traduções de Anne Carson e John Keats, uma releitura do processo condenatório de Frei Caneca, e a síntese da trajetória de Johann Sebastian Bach como artesão exemplar e um dos pais da nossa música. O livro mira na grande filosofia da maturação para entregar um tarô divertido, híbrido e aqui e ali sortílego, acerca dos possíveis da paz aos espíritos modernos.

Leia abaixo oito páginas de Da família.

Handy Zine n.1

Está inaugurada a série The Handy Zines, livretos de 12 lâminas em papel kraft com dimensões de 11 x 14 cm. São peças únicas montadas manualmente, interessadas em tocar o ‘hoje’ com alta eficácia semiótica e populismo sensorial. O idealizador do projeto e autor da primeira edição, Guilherme Coube, afirma em nota esperar um leve quem sabe rebuliço no mercado, apesar do preço “praticamente inacessível”. Novos artistas serão chamados a manufaturar as edições subsequentes, “desde que entreguem alta eficácia semiótica e populismo sensorial, isto é, desde que toquem, com denso e matador minimalismo, os discursos tópicos correntes e fabulem uma assembleia fruível com delícia”, explica. A presente edição, intitulada ‘O So Con & Troub’, fala segundo Coube das “dualidades inseparáveis do fazer e do poder”.

THZS-n1

Touro Bengala Printa

Oferta pública da peça Compostura & PacMan, arte digital realizada em fevereiro de 2017 por Guilherme Coube. Impressão de alta qualidade em fibra de algodão, 37x32cm, entregue na moldura. Cinco unidades numeradas e assinadas pelo artista. Para mais detalhes, escreva para casa@tourobengala.com

compostura&pacman2017

marque isso: um brinde pra feira

entre tudo o que pode acontecer
ao marcador
notamos no escritório os nossos
aos poucos perdendo espaço
regredindo a pedaços
menores e menores
quem nasceu
para evitar orelhas livros
de bruço for
çando a espinha
quando some é que aprendeu
a viver mais
de uma vida sem capricho
que a defina
os nossos sumindo
invariavelmente sumindo e terminando
comigo calhou, disse um
do marcador acabar junto com o livro
rá, dissemos, o marcador acabou
junto com o livro, nunca mais
que caso difícil
significa que o livro exigiu na leitura o exato
número de piteiras
disponíveis no marcador

§

Na Feira Plana, os livros da Touro Bengala acompanham um marcador que traz em si a marca, a sugestão processual e diríamos a rota mesma de seu próprio fim. Um marcador para tempos que não passam conforme pensamos.

marcador_3

fotolivro: yui 393

Mais um xamã acessível (lembrando que o xamã, de fato, não há tanto quanto grupos fortuitos onde, do eventual, um ou mais esforços acessam o xamanismo em processo, que virá comunicar e administrar perspectivas cruzadas) na Frei Caneca lá embaixo, aonde vou bastante.

Avaro veio de Córdoba, Argentina, formado nas artes do DJing e da fotografia. Por vários motivos instalou-se em São Paulo onde vive e trabalha há cinco anos.

Não raro, Avaro deixa escapar indignações e desejos utópicos que poderiam ser ditos, sem tirar nem por, por mim mesmo. É um tanto espantoso o quanto, às vezes quando encontramos, as falas das bocas orbitam conceitos e percepções que não podemos chamar de próprias, mas de plenamente compartilhadas.

Isso, é claro, quando se pode a mínima complexidade na articulação (para excluir eventos ~meramente catárticos, por exemplo), ou seja, quando é possível abrir espaço para a produção de novos ou para a visita crítica de conhecidas percepções e conceitos não interessadas senão na direção da Verdade.

Há pouco, por uns quatro ou cinco dias, Avaro foi visitado pela enorme mariposa Canthela, nome de trabalho. Não há dúvida, Canthela não era só uma mariposa. Avaro diz que ela o seguia, que se aquietavam ambos quando queriam, e também que se agitavam concomitantes, passando da cozinha à sala e da sala ao banheiro. Eu disse: Avaro,

há pesquisa entre as mariposas, elas levam pranchetas mentais e ali esquadrinham sua ciência. Ela só queria uns dados. Rimos, mas sabemos: sob a máscara animal de Canthela, há, de fato, uma forma humana capaz de ver Avaro como um deslocado rinoceronte de cativeiro ou, mesmo, como uma mera mariposa.

“Vendo os seres não humanos como estes se veem (como humanos)”, diz Eduardo Viveiros de Castro em seu famoso ensaio, “os xamãs são capazes de assumir o papel de interlocutores ativos no diálogo transespecífico; sobretudo, eles são capazes de voltar para contar a história, algo que os leigos dificilmente podem fazer. O encontro ou o intercâmbio de perspectivas é um processo perigoso, uma arte política – uma diplomacia.”

avaro-post-blog

Avaro é apurado compositor, cioso das decisões que chamaríamos clássicas da operação harmônica. Regras de ouro, a forma clara, a beleza fora do grito, o ruído sequestrado pelo esquadro tanto quanto a dor pelo algorítimo luz, e ainda assim um pórtico, uma ponte entre estranhezas, uma sólida passagem para o espanto.

Em tempos de fotolivros ligeiríssimos, de tutoriais de fast-linguagem, de repetições de errinhos estetizados um tanto além do ponto naquela ociosa chave da frouxidão casual hipster, é salutar apresentar YUI 393, um fotolivro canônico. A seguir, um spread:

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Canônico, atenção, quando as “”rupturas”” disponíveis nos aportam tal qual filtros corretivos pré-programados, enjauladas por muitas e muitas aspas.

Avaro há muito frequentava o ?Parque? Augusta. Milita um tanto discreto, mais no silêncio da reza. No canto da sala do pequeno apê que divide com Gábi, há duas dúzias de vasos de onde sobem os verdes em galhos e folhas variadas. Na parede atrás, uma plaquinha diz: Parque Augusta.

Avaro é também muito grato. Nunca o visitei sem notar, às vezes simplesmente do nada, gestos e falas de gratidão genérica ao planeta e a tudo. É bonito ver.

Aqui você pode ouvir o set musical mais recente de Avaro:

YUI 393 estará na mesa da Touro Bengala na Feira Plana, de 15 a 17 agora.