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Barros é um livro sobre nomes, sobre a atividade relacional das palavras, sobre o pulso desta música antiga que é a poesia, antes que um livro sobre sacadas, sobre cenas da cidade ou mesmo sobre ideias. Com quem fala o poeta, se o que falam ou querem falar são dos nomes seus laços, delícias a outros nomes? Um livro sobre nomes, antes que sobre modos, se furtará de passar mensagens? Amiúde opacas, aos poucos elas se abrem à esperança da releitura, ao reconhecimento dos ritmos, à apreciação cadenciada dessa música antiga que é a poesia! Decifrar este breve ajuntamento de sonetos é resistir à tentação de dar nomes aos nomes antes que os nomes deem o que deles não sabíamos ainda ver.
| 64 pgs. | R$ 45,00 | COMPRAR
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Ao longo de 61 poemas, o leitor enfrentará pares de haikais tradicionais e redondilhas maiores em onze versos que tratam, de leve mas formalmente, do que resta de natureza na cultura citadina. “Observando os bandos de pombos tão marcantes no chão duro de São Paulo”, diz o autor, “imaginei-os ordenando seus saltitos na imparidade clássica do samba brasileiro. São as sílabas dos versos, esses saltitos.” O samba não chega a firmar-se aporte motívico explícito, mas é difusa, se reiterada, paisagem ao fundo desta obra em que protagonizam as palavras, como no haikai à página 19, que diz: Fio prateado liame / Entre os galhos de araucária / Frágil teia de aranha. Em edição econômica, o livro tem capa, revisão e projeto gráfico do autor.
| 68 pgs. | R$ 45,00 | COMPRAR
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Os poemas de Neve no remo foram escritos parte em 2013, parte entre 2017 e 2018 em ocasiões, lugares, suportes e tempos diferentes. Os versos tomados ao vento e às chuvas quando das andanças do autor pelos bairros da Barra Funda e Santa Cecília eram à mão deitados incertos em surrada caderneta. Os poemas de barco e rio foram batidos à máquina há mais de cinco anos durante uma desditosa crise de depressão nas imediações dos Jardins. Improvisados ao computador, a prosa poética episódica nasceu enquanto o autor ouvia atento, em modo repetido, cronológico, vivo e sistemático, cada um dos movimentos das onze sinfonias de Heitor Villa-Lobos.
| 50 pgs. | R$ 35,00 | COMPRAR
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Redigido entre janeiro de 2016 e julho de 2017, Praha mistura três gêneros literários numa tentativa de a um tempo duvidar da, limitar, quase desfazer e retomar a língua.  Três vozes marcadas por três tipografias características não alejam a leitura do tradicional volume lírico, sem tampouco deixar de fazer escorregar a experiência da página num mantra de espanto, descrença sem descrédito, e falsa finitude. Conquanto siga tentando, a língua é finda na medida mesma em que o artesão se permite esgarçá-la, revirá-la e revolvê-la, retomando-a com esmero e reverência quem sabe para sugerir, esperançoso, que todos os boatos dando conta do sumiço e da necrose da matéria letrista não passavam de mentira e propaganda enganosa.
| 48 pgs. | R$ 35,00 | COMPRAR
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Reúnem-se neste livro os quatro primeiros volumes de produção poética do autor, por si editados e compostos entre 2009 e 2016. Os experimentos em ordem cronológica equivalem ao voo errático de um artesanato tateante, imitador, semiarbóreo, distante da coesão do poemário temático. As peças, no que guardam de avulsas e polimórficas, entregam a coragem da imersão batalhuda comum nos caprichos estudiosos de versificação. Visitam as brasileiras redondilhas, a dicção popular, a terça dantesca, o soneto lusitano, certo construtivismo, os dísticos, o haikai, o enredo explícito, o não poema, a escrita automática, o enigma, o episódio histórico, a colagem, a lista, gongorismos, a frase feita, o minimalismo, a confissão.
| 112 pgs. | R$ 35,00 | COMPRAR
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