LOJA

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Estava tudo pronto para a livre-docência da Lygia em Lyon. O avião porém se descontrola, quica numa pista de pouso em Tenerife e cai, encaixado e ileso, num banco de areia no meio do mar. Todos os passageiros tomam os botes de resgate, menos a professora. Seduzida por estranha brisa, ela nada sem bagagens até uma ilha fora do mapa. Lá, entre plantações e oficinas e nove colinas cerzindo os alísios rente ao vale, o rio abissal fuçado por uma baleia e a escada encaixada por gigantes, Lygia se depara com chances de salvar o povoado de uma antiga, bisonha maldição. Na rapsódia ilhéu, chovem cartas de São Paulo, do filho Afonso, motorista da 99, Janaína, padeira autoral e Paulo, marido aceso em Ballantines e teorias. Breves capítulos compõem colorido, sintético mosaico, drama familiar e ensaio rente à Estética. | 280 pgs. | R$ 65,00 | COMPRAR
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Ao longo de 61 poemas, o leitor enfrentará pares de haikais tradicionais e redondilhas maiores em onze versos que tratam, de leve mas formalmente, do que resta de natureza na cultura citadina. “Observando os bandos de pombos tão marcantes no chão duro de São Paulo”, diz o autor, “imaginei-os ordenando seus saltitos na imparidade clássica do samba brasileiro. São as sílabas dos versos, esses saltitos.” O samba não chega a firmar-se aporte motívico explícito, mas é difusa, se reiterada, paisagem ao fundo desta obra em que protagonizam as palavras, como no haikai à página 19, que diz: Fio prateado liame / Entre os galhos de araucária / Frágil teia de aranha. Em edição econômica, o livro tem capa, revisão e projeto gráfico do autor.
| 68 pgs. | R$ 45,00 | COMPRAR
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Reúnem-se neste livro os quatro primeiros volumes de produção poética do autor, por si editados e compostos entre 2009 e 2016. Os experimentos em ordem cronológica equivalem ao voo errático de um artesanato tateante, imitador, semiarbóreo, distante da coesão do poemário temático. As peças, no que guardam de avulsas e polimórficas, entregam a coragem da imersão batalhuda comum nos caprichos estudiosos de versificação. Visitam as brasileiras redondilhas, a dicção popular, a terça dantesca, o soneto lusitano, certo construtivismo, os dísticos, o haikai, o enredo explícito, o não poema, a escrita automática, o enigma, o episódio histórico, a colagem, a lista, gongorismos, a frase feita, o minimalismo, a confissão.
| 112 pgs. | R$ 35,00 | COMPRAR
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O livro é um romance de formação, com vinte personagens no lugar de um, entre eles Mafalda, Galileu, Kurt, Lisa, Bart, Corleone, Cabeça de Lênin, Mogli, Babalorixá, Mãe África e Mãe Magia. A prosa se aproxima da tradição do ensaio familiar brasileiro, mas mistura autobiografia, autoficção, dramaturgia, ficção científica, autoajuda, crítica e traduções de Anne Carson e John Keats, a releitura do processo condenatório de Frei Caneca, e a síntese licenciosa da trajetória de Johann Sebastian Bach, artesão exemplar e um dos pais da nossa música. O livro mira na grande filosofia da maturação para entregar um tarô divertido, híbrido, aqui e ali sortílego, sobre os possíveis da paz aos espíritos modernos.
| 476 pgs. | R$ 35,00 | COMPRAR
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Redigido entre janeiro de 2016 e julho de 2017, Praha mistura três gêneros literários numa tentativa de a um tempo duvidar da, limitar, quase desfazer e retomar a língua.  Três vozes marcadas por três tipografias características não alejam a leitura do tradicional volume lírico, sem tampouco deixar de fazer escorregar a experiência da página num mantra de espanto, descrença sem descrédito, e falsa finitude. Conquanto siga tentando, a língua é finda na medida mesma em que o artesão se permite esgarçá-la, revirá-la e revolvê-la, retomando-a com esmero e reverência quem sabe para sugerir, esperançoso, que todos os boatos dando conta do sumiço e da necrose da matéria letrista não passavam de mentira e propaganda enganosa.
| 48 pgs. | R$ 35,00 | COMPRAR
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Um miúdo quilombola, um guarani convertido, o defensor perpétuo do Brasil, um jovem empresário paulista e um órfão professor protagonizam este romance histórico mas imaginativo. A ficção mescla sem pejo momentos marcantes da difícil construção nacional às narrativas ora lúdicas, prosaicas, sinuosas, dramáticas, imprevisíveis. Os cenários vão de uma São Paulo do futuro à sua versão ‘moderna’ dos anos 20 do século XX; passam pela roça cabocla, terreiros do samba raiz, descem à Quinta da Boa Vista e se perdem na Floresta da Tijuca; visitam reduções jesuíticas e a duras penas aportam nos anos dourados do Quilombo dos Palmares. Num jogo de realidade virtual, o leitor acampará no monte Favela enquanto a quarta expedição republicana tenta retomar o vilarejo de Canudos. | 324 pgs. |R$ 50,00 | COMPRAR
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Os poemas de Neve no remo foram escritos parte em 2013, parte entre 2017 e 2018 em ocasiões, lugares, suportes e tempos diferentes. Os versos tomados ao vento e às chuvas quando das andanças do autor pelos bairros da Barra Funda e Santa Cecília eram à mão deitados incertos em surrada caderneta. Os poemas de barco e rio foram batidos à máquina há mais de cinco anos durante uma desditosa crise de depressão nas imediações dos Jardins. Improvisados ao computador, a prosa poética episódica nasceu enquanto o autor ouvia atento, em modo repetido, cronológico, vivo e sistemático, cada um dos movimentos das onze sinfonias de Heitor Villa-Lobos. | 50 pgs. | R$ 35,00 | COMPRAR