Pode haver homens que, em todo caso, não cheguem nunca ao mais fundo de si mesmos, e, por isso, não só não alcançam jamais a plenitude de seu ser, a formação completa de sua alma no sentido de sua determinação essencial, mas que nem sequer logram uma primeira posse “provisional” de si mesmos, que é condição para a posse completa e que se alcança já durante uma instância passageira na profundidade: um saber – ao menos de uma maneira obscura – sobre o sentido de seu ser e a força para trabalhar por si mesmo com um fim intencionado, assim como o compromisso de alcançar o fim. Tal saber traz consigo a “iluminação” das profundidades durante os acontecimentos da própria vida. Mas essa luz pode também ser transmitida pelo ensinamento intelectual (e, em primeiro lugar, pela doutrina da fé, que define, nesse sentido, a vida humana). Esses dois aspectos são chamados à alma para incitá-la a “voltar-se a si mesma” e a viver a vida do ponto de vista de sua interioridade mais profunda.

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