uma resposta fotográfica para a vigilância

“Que direito têm os governos, corporações e indivíduos de coletar e reter informações sobre suas comunicações diárias? Que ferramentas – tanto hoje como no passado – foram usadas para monitorar suas atividades? Quais são os efeitos imediatos e de longo alcance? Como governos e corporações em todo o mundo expandem seus esforços para rastrear as comunicações e atividades de milhões de pessoas, isso não só ameaça o nosso direito à privacidade, mas também abre a porta para a informação ser recolhida e utilizada de forma repressiva, discriminatória e que ameaça o direito e a liberdade de expressão.”
(introdução de matéria da revista photography-now)(que inspirou o post)

A exposição itinerante Moving Walls 22/Watching You, Watching Me faz parte de um projeto da Open Society Foundations e atualmente se encontra em Berlim (até 2 de julho), trazendo uma compilação inspiradora (às vezes deprimente) do uso da fotografia como instrumento de vigilância.
São 10 artistas tratando do assunto através de visões e mídias das mais ecléticas, seja do ponto de vista governamental, corporativo ou individual.
Abaixo um resumo do que há de mais atual em termos de mundo atual.

Edu Bayer fotografou interiores abandonados do Centro de Vigilância da Internet e da Sede de inteligência do Coronel Muammar al-Qaddafi em Tripoli (agosto de 2011)

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Simon Menner apresenta a série “What does Big Brother see, while he is watching?”, que apresenta uma fração das imagens pesquisadas no arquivo secreto da Stasi (Alemanha Oriental). As fotos de manuais de procedimentos têm títulos como “como dar sinais secretos” ou “como colar um bigode falso”.

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simonmenner3Disguise-Seminar(Seminário de Disfarces)

simonmenner1(Cerimônia de Reconhecimento da Unidade de Vigilância Telefônica)

Josh Begley junta fotografias, mapas e textos de documentos produzidos pela Unidade Demográfica de Departamento de Polícia da Cidade de Nova York na série “Plain Sight Visual Vernacular NYPD Surveillance”.

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(Information of Note, 2014)

Na série “Mission and Task”, Julian Roeder adota a linguagem visual da publicidade para chamar a atenção para as pessoas e máquinas por trás do sistema de vigilância fronteiriça do EUROSUR, que conecta todos os sistemas de controle fronteiriço na União Europeia.

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(Monitoring Zeppelin, 2013)

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(Border Fortification Facilities, Melilla, 2012)

Já em “It’s Nothing Personal”, Mari Bastashevski faz uma instalação combinando suas próprias fotografias com materiais promocionais e documentação corporativa da indústria de vigilância eletrônica.

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(CyberGym Camp, Israel, 2014)

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(colagem com brochuras coletadas pela ONG Privacidade Internacional, onde a artista trabalhou)

Tomas van Houtryve relembra o ataque americano ao Paquistão em 2012, usando um drone para fotografar diferentes localidades nos Estados Unidos na série “Blue Sky Days”.

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(Parque em São Francisco, Califórnia)

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(Carro de bombeiros no Gila River Indian Community, Arizona)

Acessando uma câmera de CCTV desprotegida, Andrew Hammerand destaca a invasão de privacidade que já está em andamento na instalação com 21 fotografias “The New Town”.

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(detalhes de The New Town, 2013)

Na série “Street Ghosts” (2013) Paolo Cirio faz instalações de rua que reinserem as pessoas capturadas pelo Google Street View de volta ao espaço público.

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Em “Dutch Landscapes”, Mishka Henner interfere na paisagem visual do Google Earth na Holanda, destacando com pixels coloridos os locais políticos, militares e econômicos censurados pelo governo.

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Em 2002 o artista e pesquisador Hasan Elahi foi colocado erroneamente em uma lista de observação do FBI. Desde então, Elahi fotografou mais de 70.000 detalhes mundanos de sua vida diária, e enviou semanalmente imagens para o FBI. As fotos se transformaram na série em andamento “A Thousand Little Brothers”, de 2014.

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(A Thousand Little Brothers, com aproximadamente 32 mil fotos)

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(detalhe de A Thousand Little Brothers)

Para saber mais detalhes sobre as obras, os artistas e a exposição, clique nos nomes (vale muito a pena) e também aqui.

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