PROSA

Da família: um longo ensaio imaginativo

978-85-923493-2-52017 | 474 pgs. | 2017 | Edição do autor

Numa tarde fria no ducado de Weimar, em 1717, Johann Sebastian Bach vocaliza meia dúzia de impropérios e acaba preso numa fétida masmorra. Isolado da mulher e dos filhos, pede um maço de papel, pena e tinta. No mal alumiado claustro, esboça o primeiro tomo do ‘Cravo bem temperado’, livro revolucionário para a prática do teclado em particular e para a música em geral. Em 1825, o professor de retórica e geometria Frei Caneca é acusado de rebelião e lesa-majestade por publicar o jornal ‘Typhis Pernambucano’. Na defesa escrita à comissão militar, o frade afirma respeitar a lei da imprensa. Mas por que Typhis? Depois de um tempo incalculável nos Pirineus comendo grãos, Guilherme vive um piquenique milagroso e acorda dentro da Igreja do Sagrado Coração em Paris, junto à cantoria dos fiéis. Logo estaria trabalhando num restaurante rural e dormindo em Chinatown. Grande filosofia, tradução e crítica literária, poesia e teatro, autobiografia, ficção científica, panfletagem, musicologia, culinária e autoajuda dão o tom a este romance-tarô de formação, múltiplo e experimental. A seguir, um trecho:

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Cinco nomes brasileiros

978-85-923493-4-9 | 324 pgs. | 2018 | Edição do autor

Miúdo quilombola, guarani converso, jovem soberano, empresário paulista, órfão professor: os tipos protagonizam, respectivamente em 1622, 1722, 1822, 1922 e 2022, este novelo histórico de aventura. Os cenários tocam a São Paulo do futuro, a roça cabocla, terreiros samba-raiz, vão à Quinta da Boa Vista e à Floresta da Tijuca, avançam Goiás adentro, visitam reduções jesuíticas, fogem de senzalas e a duras penas aportam nos anos dourados do Quilombo dos Palmares. Num jogo eletrônico de realidade virtual, o leitor acampará no sertão enquanto a quarta expedição republicana tenta retomar dos insurgentes o vilarejo de Canudos. Um professor da rede pública é o dito narrador de quem se espera a tarefa de buscar os quatro nomes históricos dos quais o seu, Timandro, é derivado: Jacob, Pedro Primeiro, Pi’Ã Tamba e Quilém. O drama de mistério, a reportagem, a história brasileira e a poesia engrossam, na panela familiar, a densa e doce prosa da ficção. A seguir, um trecho:

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Epístola Canária

978-85-923493-7-0 |280 pgs. | 2019 | Edição do autor

Um voo à Lyon é desviado, quica em Tenerife e cai no mar. Salvos os passageiros, fica para trás Lygia Maria. Ela nada até uma ilha, de onde narrará, entre cartas à família, o vagaroso desenrolar de sua investigação. Por que a ilha gira? Por que o único computador da ilha fica na casa da pedicuro? Em São Paulo, o marido sofre desolado as pressões no trabalho. Os filhos crescem e somem. O jovem Afonso troca a faculdade pela gig economy da 99 e pelo home broking da Bolsa Pop; a obstinada Janaína larga a sub-chefia do bistrô chic onde tinha carreira certa para fazer pão artesanal e entregar de bicicleta. A cada lance que esconde da família, a população da ilha parece esconder de Lygia uma antiga, sismográfica sorte. Por que esta terra, pergunta, gira solta entre as canárias? Narrado por cada um dos quatro membros da família em primeira pessoa, o livro se deixar ler em livros diversos num livro montado a cartas íntimas. A seguir, um trecho: