Quatro questões sobre as ‘Meditações metafísicas’

1

À luz deste excerto, examinar possível impulso ao passo que levaria a Filosofia ao campo onto-fenomenológico da pragmática, desatando-a da ontologia antiga.

et quamvis ex quo de omnibus volui dubitare nihil adhuc praeter me, et Deum existere certo cognovi, non possum tamen, ex quo immensam Dei potentiam animadverti, negare quin multa alia ab illo facta sint, vel saltem fieri possint, adeo ut ego rationem partis in rerum universitate obtineam.
– –
Et quoique depuis que j’ai fait dessein de douter de toutes choses, je n’ai connu certainement que mon existence et celle de Dieu, toutefois aussi, depuis que j’ai reconnu l’infinie puissance de Dieu, je ne saurais nier qu’il n’ait produit beaucoup d’autres choses, ou du moins qu’il n’en puisse produire, en sorte que j’existe et sois placé dans le monde, comme faisant partie de l’universalité de tous les êtres.

2

À luz deste excerto, exemplifique o ato de deliberar.

quae non intelligo extendo [voluntas]
– –
la volonté étant beaucoup plus ample et plus étendue que l’entendement

3

À luz deste excerto, ensaie o porquê do que se entende por verdade não ser sempre verificável como objetiva referenciação.

… facile tamen potest accidere ut dubitem an sit vera, si quidem Deum ignorem. Et ainsi je n’aurais jamais une vraie et certaine science d’aucune chose que ce soit, mais seulement de vagues et inconstantes opinions.

4

Em VI.4, Descartes compara dois modi cogitandi: a pura intelecção e a imaginação. Tornado a si mesmo, e não ao ‘corpo’, o pensamento (mens), na pura intelecção, não chegaria a nada diferente de si; já tornando-se ao ‘corpo’, possível seria que o pensamento chegasse, imaginando, a alguma ideia pronta que tenha de si, ou a alguma confusão dos sentidos. Qual a força ética possível a tal comparação?

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